tudo vai ficar bem

Não desista! Tudo vai ficar bem

Tempos estranhos fazem a gente pensar. E eu tenho pensado muito sobre a vida e suas ironias. Entre elas, talvez o tempo, o espaço e suas contradições sejam mais difíceis de se compreender.

Já refletiu sobre o que tem feito com o seu tempo ultimamente? Quanto desse tempo tem sido gasto tentando “tapar buracos”, espaços que parecem que ainda faltam dentro da gente, e quanto tem sido para apenas se alegrar pelos espaços que já foram preenchidos? 

O caos que nos encontramos hoje deu um basta naquilo que estávamos nos tornando (sem tempo, distantes, menos humanos e mais… robóticos, talvez?). Estamos tendo que nos adaptar. Engraçado que, mesmo com só o “nosso pedaço de terra”, sem invadir o espaço de ninguém, nunca nos vi tão colaborativos. Uma nova situação que nos faz ser mais solidários uns com os outros e com todo o ser que vive nesse mundo.

De certa forma, todos estão experimentando uma maneira diferente de viver: aprisionados, esperando estar cada dia mais perto da liberdade. Estamos em casa por uma causa maior, uma doença, uma pandemia, mas isso não te faz pensar naqueles que, por conta de barreiras visíveis e invisíveis, tem seu direito básico negado? O direito de ir vir? Quando e para onde sair?

Essa é a visão de quem convive com um distúrbio psicológico e que hoje, infelizmente, tem aparecido com muita frequência de diversas formas. E para te ajudar a entender como é isso, eu te pergunto:

  • Quantas vezes você foi impedido de fazer as coisas e ir a lugares que gosta por cansaço, falta de vontade e/ou até por medo?

E em contrapartida:

  • Quando foi última vez que foi gentil, paciente, solidário, compreensivo, protetor, carinhoso e justo com você mesmo? 
  • Por que não fazer isso agora?

Quando o resto do mundo se torna denso demais, posso contar com uma companhia que me faz acreditar que tudo vai ficar bem. Então, até quando não sei bem quais são as perguntas, é na arte que eu encontro as respostas.

A arte seja no design, música, cinema… é uma velha amiga que torna mais tranquilo esse caos mental e físico que enfrento – ou enfrentamos – nessa caminhada de todos os dias.

 E hoje? A quem você chama de velha amiga?

Por Kauê Fernandez 

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