Dia da Mídia Social: vamos conversar sobre essa revolução?

Dependendo do ano em que nasceu, talvez você não imagine o quanto as mídias sociais revolucionaram o nosso dia a dia. E nos últimos meses, a importância dessas redes virtuais ficou ainda mais clara. Hoje já somos mais de 4 bilhões de pessoas conectadas, então, pegue um café e acompanhe esse texto especial — vamos descobrir porque a mídia social merece um dia todinho dela. 

Para começar: o que é uma mídia social?

As redes sociais surgiram naturalmente, ao longo da evolução humana, para unir indivíduos, grupos ou organizações que tinham os mesmos valores e preferências, permitindo que estes interagissem entre si com mais facilidade. Ou seja, qualquer grupo de pessoas que mantinham um relacionamento estavam em uma rede social — nem que fosse contando histórias ao redor de uma fogueira.

Contudo, com a expansão da internet, o conceito de rede social também se tornou virtual, dando início ao que chamamos hoje de mídia social. Sendo assim, o principal objetivo das plataformas que usamos atualmente é conectar usuários que tenham os mesmos interesses, seja por receitas de bolo ou dicas de investimento na bolsa.

Redes sociais ou mídias sociais?

É bem possível que você já tenha se confundido, então, vamos lá! As redes sociais são grupos de pessoas que têm qualquer tipo de relação ou desejo em comum. Esses grupos interagem entre si desde o tempo do Homo sapiens, e herdamos essa caraterística de ajuntamento.

Já as mídias sociais, como citamos anteriormente, têm a mesma função, porém, na internet. São plataformas para interação e compartilhamento de conteúdos em massa. Podemos nos comunicar com quem conhecemos, quem está do outro lado do mundo, com empresas ou até mesmo com personalidades que gostamos. 

Como as mídias sociais surgiram?

As mídias sociais, como conhecemos hoje, surgiram na década de 90. Fora do Brasil, a primeira plataforma se chamava SixDegrees e durou até o ano de 2001. Ainda que não a recebemos por aqui, vale saber: essa mídia permitia a criação de uma página de perfil e a adição de amigos. Durante o tempo em que ficou no ar, chegou a reunir 3,5 milhões de usuários. Nada mal para começar, hein? 

A SixDegrees também abriu o caminho para uma criação canadense: Friendster, em 2002. Em seguida, vieram as mídias sociais temáticas e, em 2004, nasceu o glorioso Orkut, que acabou explodindo e chegou até nós com suas comunidades e depoimentos.

  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • LinkedIn
Você era um dos seis milhões de membros que odiava acordar cedo?

Saudade da notificação do ICQ?

Nesta mesma época, quem dominava a internet eram os blogs e as plataformas de mensagens. Lançado no mesmo ano do SixDegrees, em 1997, temos um recordista de sucesso: o AIM, serviço de mensagens instantâneas da provedora de internet AOL

E se você usou a conexão discada para teclar no AIM, assim como eu, lamento informar que posso deduzir a sua idade. O mensageiro mais famoso da época viveu até 2017, sobrevivendo à chegada das primeiras mídias sociais.

Também em 1997, o ICQ alcançou seu primeiro milhão de usuários, com picos de até 200 mil pessoas conectadas ao mesmo tempo — números extraordinários para a década. Na mesma leva de plataformas para trocar mensagens, nasceu o MSN Messenger, em 1999. Por aqui, o MSN se tornou líder graças aos e-mails do Hotmail. 

Sim, eu sei que você tem saudade de chamar a atenção dos amigos ou mandar indireta para o crush (que na época não tinha esse nome) com músicas no username. Em 2013, a mídia já pertencia à Microsoft e foi substituída pelo Skype.

Podiam incluir essa funcionalidade no WhatsApp, hein?

O sucesso dos blogs

Entre os anos 90 e 2000, os blogs pessoais faziam o maior sucesso com os jovens que já acessavam a internet. Ainda que sem muitas interações, também podemos dizer que os blogs foram precursores das mídias sociais que usamos hoje, afinal, era possível indicar páginas de amigos ou deixar comentários e fazer marcações. 

Foi nessa época também, com conteúdos autorais, que muitos adolescentes passaram a ter voz e conversar sobre causas pelas quais lutamos até hoje, como o movimento LGBTQIA+. No ano de 2005, a comunidade de blogueiros já contava com 5 milhões de usuários ao redor de todo o mundo.

Entre 2003 e 2004, contudo, surgiu o Facebook, que chegou ao Brasil em 2007. E foi aí que as mídias sociais se tornaram as plataformas gigantescas que conhecemos hoje. 

Quais os tipos de mídias sociais?

Desde que começaram a se tornar mais nichadas, ou seja, com funções principais, as mídias sociais passaram a ter propostas diferentes e que vão além da reunião de pessoas com os mesmos interesses. E isso vale para diversos segmentos de mercado.

Se você tem uma empresa, por exemplo, pode observar quais os objetivos finais de cada plataforma para escolher onde e como se posicionar. Ou seja, existe uma mídia social mais indicada para o seu tipo de negócio. Vamos conhecer as principais intenções de cada uma?

Relacionamento

As mídias sociais focadas em relacionamento são as que mais criam espaço para que as pessoas conversem, se conectem e exponham experiências da vida real. Esse talvez seja o formato de mídia ao qual mais estamos acostumados, já que o Facebook é o principal representante da categoria.

Relacionamento profissional

Há também as plataformas que possuem como foco o relacionamento profissional. Seja para divulgar e encontrar oportunidades de emprego ou fazer networking, mídias como o LinkedIn estão se tornando essenciais para corporações e trabalhadores mais antenados.

Entretenimento

Já as plataformas de entretenimento são as com maior poder de atrair o interesse dos usuários. Afinal, hoje a internet é um grande espaço de lazer. O YouTube é um exemplo de mídia de entretenimento, visto que seus vídeos e funcionalidades estão se tornando mais completas e interativas a cada dia que passa. A Twitch, rede para streaming ao vivo de videogames, é outro exemplo interessante e que merece atenção.

Segmentação

Há também as mídias sociais mais segmentadas, que visam atrair um público ainda mais específico. A Twitch, que já falamos aqui, foi criada para streamers de games e amantes dos consoles. O TripAdvisor traz conteúdos de viagens. O Behance é para artistas que precisam de um portfólio on-line, e assim por diante.

Para concluir, sabemos que as mídias sociais são plataformas para criar relações entre pessoas com afinidades, mas para empresas são canais de comunicação extremamente importantes e estratégicos. Marcar presença nas mídias é essencial para se posicionar no mercado, relacionar-se com o público de forma simples e gerar engajamento.

E para você: qual a maior importância das mídias sociais? Conte aqui para nós!

por Natália Pioli

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